Paróquia São Francisco de Assis – Jaciara

Criada no dia: 31-07-1959- Decreto Nº 04- pelo Bispo Dom Vunibaldo Godehardo Tauller.

CNPJ: 03.843.307/0011-14

Av. Antônio Ferreira Sobrinho, 1207  – CEP: 78.820-000 – Jaciara-MT

 Padroeiro: São Francisco de Assis
Festa do padroeiro: 04/10.

E-mails: paroquiasfa@hotmail.com – Paróquia

 

DADOS DOS PADRES

Pároco: Pe. Jefferson Klayton Vilhame Aragão 

Data de Nascimento: 09/07/1988

Naturalidade: Jaciara – MT

Data de Ordenação Presbiteral: 25/10/2013

Data de Posse: 11/02/2018

 

 

Vigário Paroquial: Pe. José Cobo Fernandez

Data de Nascimento: 14/02/1944

Naturalidade: Córdoba – Espanha 

Data de Ordenação Presbiteral: 12/10/1970

 

 

CONTATOS

Secretária: Michele Meneghetti da Silva

Financeiro: Liane Werner Martins

Telefone: (66) 3461-1521 / (66) 9 9658-0835

Residencia Paroquial: (66) 3461-5517

E-mail: paroquiasfa@hotmail.com

 

HORÁRIO DE MISSAS NA MATRIZ

 

Missas nas Comunidades:

– Santa Rita na 1ª sexta feira do mês e no 3º sábado as 19 h
Comunidade Santo Antônio no 1º  e 3º  domingo do mês  as 19h
– Comunidade São Lourenço na 1ª quarta feira o mês e no 2º domingo as 19h
Comunidade Santa Luzia no 2º domingo do mês e no 4º sábado as 19h
Comunidade São Sebastião no 1º domingo do mês e na 3ª sexta feira as 19h
Comunidade Cristo Rei no 1º sábado do mês e no 3º domingo as 19h
Comunidade São João Batista no 2º domingo do mês as 8:00hs e  na 4ª quinta feira as 19h
Comunidade São João Evangelista no 2º sábado do mês e na 4ª sexta feira as 19h
Comunidade Nossa Senhora Aparecida na 3ª quinta feira do mês e no 4º domingo as 19h 

 

QUANTIDADES DE COMUNIDADES (20)

  Localidade  Comunidade / Padroeiro (a)
01-Bairro João de Barro São João Evangelista
02-Bairro Planalto Cristo Rei.
03-Bairro Santa Rita Santa Rita.
04-Bairro Santa Luzia Santa Luzia.
05-Bairro Santo Antônio Santo Antônio
06-Bairro São Sebastião São Sebastião.
07-Cohab São Lourenço São Lourenço
08-Jardim Aeroporto Nossa Senhora Aparecida.
09-Bairro Leblon e Esmeralda São João Batista
10-Buriti (Escola rural a 20 km da paróquia) Centro de Celebração
11-Córrego do Ouro Maria Margarida Alves
12-EscolaSão Vicente Cristo Rei
13-Formiga Sem padroeiro.
14-Distrito de Celma Nossa Senhora das Graças.
15-Santo Antônio da Fartura Santo Antônio
16-Fazenda Vertente Nossa Senhora Auxiliadora
17-Fazenda Bom retiro Nossa Senhora Aparecida
18-Usina Pantanal Oscar Romero
19-Fazenda São José da Serra São José
20-Fazenda Girassol Centro de Celebração

HISTÓRICO

A história da paróquia São Francisco de Assis está inserida no processo histórico do município de Jaciara que, de acordo com pesquisadores, teve seu processo de ocupação datado de finais do século XIX, numa história que se confunde com a história de povos indígenas da região. De acordo com relatos de fiéis da paróquia São Francisco,  em 1947 foi fundada uma comunidade inicialmente conhecida por Campestre do Olho D’água, que mais tarde passou a ter denominação de Jaciara. Nas áreas rurais do Distrito de Jaciara, Amaral, Poguba-Xoréu, Brilhante, etc. assentaram os primeiros habitantes, enquanto na área destinada a Sede, estabeleceu-se a família Sonsin.

A pequena Comunidade começou a crescer e tomar forma. Para as celebrações e catequese era usado o Grupo Escolar. Desde que  as Irmãs Catequistas Franciscanas se estabeleceram em Gustavo Dutra (São Vicente) em 1º de fevereiro de 1954 elas começaram a visitar Jaciara para dar aula de catequese preparar as crianças para primeira comunhão. A assistência religiosa era dada por Frei Reinaldo e entre os anos de 01 de fevereiro de 1957 a 20 de dezembro de 1961 pelas Irmãs: Luzia Maria Schweitzer, Inês Smiderle, Julieta Hoepers, Laura Silva e outras que vinham de São Vicente.

Em 1958 Jaciara passou a ser município e  partir daí várias melhorias foram realizadas na região. Considerando a comunidade já organizada e o crescimento do município, Dom Vunibaldo Taleur, criou a Paróquia São Francisco, no dia 30 de julho de 1959. O primeiro pároco foi o Frei Patrício que deveria atender os paroquianos nos limites estabelecidos pelo Decreto nº 04: ao norte pela linha telegráfica Coronel Ponce – Cuiabá, desde o ponto em que esta linha atravessa o Rio São Lourenço, também denominado Poguba-Xoréu, até a sua descida da serra denominada Santa Tereza. Ao Leste do mesmo Rio São Lourenço desde aquela linha telegráfica até a sua barra no Rio Cuiabá, ao Sul e Oeste, desde a barra do Rio São Lourenço até o ponto em que a linha telegráfica Coronel Ponce – Cuiabá desce da serra, os limites da Paróquia de São Francisco de Assis de Jaciara coincidem com os limites da Prelazia da Santana de Chapada e da Arquidiocese de Cuiabá.

Neste mesmo ano, no dia 1º de abril de 1959,  chegaram à Jaciara as Irmãs Catequistas Franciscanas: Ir. Florentina, Maria Ossemer e Carolina Stringari. Começaram as aulas com 40 alunos na recém-fundada Escola Paroquial “Educandário São Francisco”. Inicialmente as irmãs adaptaram uma sala de aula para residirem e mais tarde se transferiram para uma choupana de madeira. Com a chegada das irmãs foram iniciadas as construções de uma escola e um pequeno internato para as meninas que inicialmente foram alojadas numa casa alugada.  Naquele ano as Irmãs tinham 67 crianças matriculadas. No final das aulas, teve quatro diplomas do quarto ano, mais de doze celebrações de primeira Comunhão de crianças do grupo escolar e uma moça foi enviada para São Lourenço de Fátima como candidata à vida religiosa.

Nos primeiros meses, tanto os padres como as irmãs faziam as refeições nas casas das famílias, até equiparem a pequena casa com duas peças: quarto e cozinha.  A casa do Sr. Leopoldo Francisco Sonsin, servia de residência provisória para eles. Ainda naquele ano de 1959, aos quinze de agosto, aconteceu a festa de Nossa Senhora da Assunção com Primeira Eucaristia e um pequeno baile.

Dom Vunibaldo também atendia vez por outra a Comunidade de Jaciara, se deslocando à cavalo ou de canoa. Sua chegada era motivo de festa e de integral participação da Comunidade, em rezas, procissões e outros sacramentos, um tanto difícil, pois as missas eram celebradas em latim e o Padre passava parte do tempo de costas para o povo.

Conta alguns relatos que na época foi muito difícil trabalhar. As estradas eram feitas apenas com algumas picadas abertas por enxadas ou foices. Para ir a Rondonópolis tinha que passar pela Pensão Seca, ir até São Lourenço de Fátima que na época tinha um comércio forte, para depois chegar a Rondonópolis. Muitas vezes, dependendo da época do ano, demorava até quatro  dias para chegar a Rondonópolis, pois a maioria das viagens eram feitas em lombo de animais, às vezes, emprestados pelos vizinhos.

Com a saída do Frei Patrício Salmon assumiu a paróquia Frei Raimundo Schürmann. Na sua gestão teve início a construção da igreja Matriz, o Colégio das Irmãs e o salão paroquial. A vida do Frei Raimundo era uma vida de luta. Em 1965 foi inaugurada a Usina de Açúcar e  Frei Raimundo celebrou a Missa na Usina.

A Comunidade continuou crescendo e surgiram também as primeiras lideranças que se dedicaram às atividades da Igreja: Dona Lili, Nélia, Eugênio, Josué, Bet, José Rosa, Leopoldo Sonsin, Gonçalo, Senhora Santa e seu filho Genior Sonsin. Atuavam nas festas, nos encontros e confraternizações na paróquia. A igreja era o ponto de encontro da nova Comunidade. No mês de maio eram realizados vários eventos na Igreja e nas comemorações do mês de Maria, cada classe de estudantes prestava homenagem a Nossa Senhora e a outros santos da Igreja.

Um dos fatos pitorescos ocorridos na comunidade foi com relação à escolha do santo padroeiro da nova Paróquia. A maioria queria São Lourenço e a minoria, Senhor Francisco. O Sr. Josué Bet ficou encarregado de comprar a imagem de São Lourenço. Entretanto, não encontrando a referida imagem, comprou a imagem de São Francisco  e convenceu as pessoas de que seria mais fácil trocar o santo padroeiro. Deste modo, se instituiu o nome de São Francisco para a Comunidade católica de Jaciara.

Depois de uma vida intensa de cinco anos, Frei Raimundo foi transferido para Campo Grande e morreu tragicamente em um acidente de carro aos 19 de julho de 1974, juntamente com  a  Ir. Miguelina Corso, que na época trabalhava em Jaciara. Dom Vunibaldo nomeou Frei Servácio Schulte em substituição ao Frei Raimundo, mas este faleceu antes de tomar posse. Assim a Paróquia ficou um período sem padre e em 1968, Dom Vunibaldo confiou a responsabilidade da paróquia São Francisco no dia 05 de fevereiro de 1968 ao Pe. Gunther Lendbradl que havia chegado da Alemanha e deu  continuidade aos  trabalhos  existentes na paróquia. A  meta prioritária era a  construção de uma autêntica e viva comunidade cristã, fazendo reuniões em grupos com a finalidade de preparar as pessoas para refletir, evangelizar e congregar o povo de Jaciara numa família de amigos e irmãos.

Com o aumento do número de paroquianos, a capela já não comportava o número de fiéis. Assim a comunidade paroquial se viu obrigada a construir uma nova igreja. Também foi construído um centro paroquial para acolher o povo e para servir como centro de formação para todos os movimentos pastorais. A pedra fundamental desta obra foi lançada no dia 19 de junho de 1970. Na festa de São Francisco do dia 04 de outubro de 1973, o Bispo Dom Osório Wilibaldo Stoffel, deu a benção à nova igreja.

Em 1974, assumiu o trabalho pastoral da paróquia a Ir. Catequista Franciscana Maria Aparecida Furlani, que prestou relevantes serviços à comunidade. A paróquia ainda estava em construção, tanto externa como internamente, mas com o crescimento da população, foi necessária a descentralização e os grupos do centro iniciaram um trabalho de evangelização nos bairros.

Numa reunião do Conselho Paroquial realizada no dia 18 de fevereiro de 1976, Pe. Gunther comunicou que a partir do dia 27 daquele mês, deixaria de ser pároco e iria trabalhar na coordenação de pastoral da Diocese, sendo que o Pe. Dionízio Kuduavitz assumiria a paróquia para dar continuidade aos trabalhos pastorais.

De acordo com documentos  da Paróquia  várias atividades foram desenvolvidas no ano de 1977:  reorganização  do Movimento dos Vicentinos, sob a responsabilidade do Sr. Elizeu; reestruturação do Movimento de Cursilho, coordenado pelos Srs. Jurandir, Naus e Osvaldo; reestruturação dos grupos de casais; realização de palestra para casais no mês de maio, proferida pelo Sr. Jurandir; atividades de liturgia e cultos dominicais, sob a responsabilidade da Sra. Amélia; trabalhos com adolescentes, coordenado pela Irmã Doralice; atividades da Catequese sob a responsabilidade da Ir. Estácia; coordenação dos  Grupos de Jovens pela Ir. Zélide e Escolinha de Evangelização, nas segundas e quartas sexta- feiras de cada mês.

Padre Dionísio Kuduavitz ficou pouco tempo, sendo substituído pelo Pe. Higino Rohden em 11 de março de 1979. Em 1982, em Pe. Gunther, em Argel foi eleito responsável geral da Fraternidade de Foucault e ao mesmo tempo pároco de Jaciara. Neste tempo chega Pe. Martin Hutmann para auxiliar na paróquia. Em 1988 deixa o cargo de responsável geral e em 1988 reassume integralmente a paróquia. Com a transferência de Pe. Gunther, para o Seminário em Campo Grande, MS, aos 20 de abril de 1989 assumiu a paróquia o Pe. Martin Hutmann que permaneceu como pároco até março de 2007. Neste período trabalhou por 14 anos na Paróquia São Francisco o padre Antônio Kappes,  que atualmente reside no Rio Grande do Sul. Tendo o Pe. Martin em 2007 alcançado a idade dos 75 anos, o Bispo Dom Juventino Kestering no dia 03 de março do ano de 2007, confiou os trabalhos paroquiais desta paróquia no dia 03 de março de 2007 ao Pe. Élcio Alberton, do clero da diocese de Caçador, SC, que ficou até 15 de outubro de 2008, quando foi substituído pelo padre  Juarez Dornelles de Oliveira que assumiu no dia 18 de outubro de 2008. Dentre outras tarefas, recebeu como missão pastorear, unir e animar as lideranças e a comunidade na direção do novo Plano de Pastoral da Diocese de Rondonópolis. Ao falar do inicio do seu  trabalho em Jaciara, Pe. Juarez ressalta: “encontrar o povo cheio de fé nas comunidades e o irmão mais velho, Pe. Martin,  disposto em seus 77 anos, me impulsionaram na tarefa a mim confiada. Sabia que Deus continuaria construindo sua Igreja e me coloquei com o coração aberto para não atrapalhá-lo”. No dia 13 de fevereiro de 2012, Pe. Juarez entrega a paróquia permanecendo a mesmo aos cuidados de Frei Fábio Júnior de Deus, da Congregação dos Frades Menores Missionários que assumiu como Vigário Administrador com a ajuda de Pe. José Cobo Fernández, reitor do seminário Jesus Bom Pastor em Várzea Grande que se deslocava nos finais de semana para ajudar na paróquia, isto aos 16 de fevereiro de 2012. Aos 17 de fevereiro de 2013 assume como pároco, Pe. Jonatas Marcos da Silva Santos, do PIME, que por licença do superior prestou serviço nesta diocese até o dia 06 de fevereiro de 2016, dia em que retornou para a Congregação e na mesma data assumiram como Pároco Pe. José Cobo Fernandez e Pe. Renato Campos Ferreira como vigário paroquial. Continua como vigário paroquial também Pe. Martin.

O  ano de 2009 foi marcado por muitas atividades das quais se destacaram: as celebrações da semana Santa, Pentecostes e Corpus Christi; as celebrações de Primeira comunhão eucarística, batizados e matrimônios; as festas dos padroeiros das comunidades: S. João Batista, S. Lourenço e São João Evangelista; as formações de ministros e catequistas; o estudo bíblico mensal, a preparação das liturgias, a Escola de Teologia para leigos; as reuniões com a coordenação paroquial; as reuniões com as pastorais; o conselho de pastoral paroquial; os trabalhos sociais: distribuição das cestas básicas e a sopa semanal na comunidade São João Evangelista.   Outro fato que pode ser ressaltado neste período foi o inicio da reforma e pintura de todo o conjunto da matriz paroquial como fruto da ultima festa do padroeiro São Francisco de Assis, ainda em 2008.

A comunidade viveu intensamente neste tempo o ano jubilar, ou seja, os cinquenta anos de criação  da paróquia, sendo que nos dias três e quatro de outubro foi realizada a  festa do padroeiro com a presença do bispo  D. Juventino Kestering, a celebração de encerramento das festividades e o lançamento do livro sobre a história da Paróquia São Francisco.

No  processo de organização das pessoas em Jaciara, as Irmãs Catequistas Franciscanas tiveram significativa participação. Nos primeiros anos as Irmãs atendiam a escola na função de professoras, diretoras, acompanhavam internas e aspirantes, atendiam as comunidades e as associações religiosas: Cruzada Eucarística, Pia união das Filhas de  Maria, Congregação Mariana  e Apostolado da Oração. Nas férias iam a cavalo, com o apoio das famílias para missões nas comunidades: Jatobá, São Pedro e Patagônia. As Irmãs exerceram a missão como educadoras  (professoras e diretoras) na Escola São Francisco, onde atuam até a presente data e também em outras escolas da cidade: Artur Ramos e Marechal Rondon. Além disso, as Irmãs marcaram presença e acompanharam o nascimento e o crescimento das comunidades eclesiais de base, animaram a catequese, a liturgia, os grupos de jovens, e as pastorais diversas.  Atualmente a direção da Escola Estadual de Primeiro Grau São Francisco continua com as Irmãs Catequistas na pessoa de Irmã Evanilda Juncker Cavalheiro, que tem grande zelo e amor ao trabalho que desenvolve com a participação ativa de toda a comunidade escolar. A escola se destaca pela preocupação e ações concretas relacionadas ao meio ambiente e assuntos de interesse atual como a segurança e a paz. Atualmente a Escola Sao Francisco está sob-responsabilidade de irmã Lucilene Vasconcelos. Irmã Zélide Paeze sempre acompanhou e continua dando apoio às CEBs, assessora a Catequese e grupos de Pastoral da Mulher. As Irmãs são sinal e presença viva do jeito de São Francisco e Santa Clara seguir Jesus Cristo, irmão e amigo dos pobres.

Hoje Jaciara conta, além da Matriz São Francisco com as capelas Cristo Rei, Nossa Senhora Aparecida, Santa Rita, Santo Antônio, Santa Luzia, São Sebastião, BR- 70, além das Comunidades da Formiga, Mata Mata, Jatobá, Águas Claras, S. Vicente, Furnas, todas com seus membros cônscios de suas responsabilidades e plenamente integrados às atividades da Igreja. De modo geral, os paroquianos  sentem e vivem uma nova era da Igreja  na cidade, pois o sistema de adaptação adotado apresenta uma outra imagem dos padres e irmãs: orientadores e motivadores, dando mais oportunidade aos leigos para se sentirem também responsáveis pela sua Igreja, fazendo viver uma nova Igreja: a “ Igreja de todos”. É possível afirmar que a  Igreja  em Jaciara, caminha com seu povo, vivendo a sua realidade, lado a lado, com os mesmos passos largos das transformações atuais da humanidade e pronta para crescer em direção ao Cristo, por meio de suas comunidades de base. Em 2014 as comunidades de Córrego de Ouro e Santo Antônio da Fartura foram entregues ao s cuidados da Paróquia são Cristóvão de Campo Verde.

Durante o ano de 2018, aconteceram alguns fatos relevantes na vida das Comunidades da Paroquia São Francisco de Assis de Jaciara. As atividades programadas, na assembleia paroquial do começo de 2017, aconteceram como previsto, tanto nas atividades propostas pela Assembleia, como nas programações das Pastorais e Movimentos.

Houve algumas atividades que merecem destaque. Assim, a Festa de Pentecostes foi realizada pela Paróquia toda. Houve várias reuniões de preparação, com a participação do grupo de Liturgia da Matriz e membros de vários grupos, junto com a RCC.  Cada grupo assumiu alguma parte da celebração. O objetivo desta iniciativa foi destacar que a Festa de Pentecostes como a festa do nascimento da missão da Igreja. A celebração foi um sinal destacado da Comunhão que desejamos alcançar. Após a celebração, a RCC ofereceu a toda a Comunidade um cafezinho gostoso.

Na Catequese houve algumas iniciativas bem avaliadas. Houve dois grupos de Catequese com Adultos, com encontros semanais, assistidos por catequistas bem preparados. E, além disso, e para atender casos especiais, iniciou-se uma experiência de ‘catequeses personalizadas’. Dela participam pessoas que, por terem trabalhos que não permitem assistir aos grupos organizados, por exemplo, motoristas precisam e querem conhecer e participar mais ativamente dos sacramentos e da vida da Igreja. O resultado foi excelente, pois junto com as pessoas determinadas para fazer o processo, participaram também outros familiares, filhos e filhas, vizinhos e outras pessoas. A catequese foi realizada por casais de catequistas, em horários, tempos e lugares adequados às necessidades dos catequizandos e combinados com eles. Após o processo, muitos casais começaram ou retomaram a prática da vida religiosa. Foram também eventos destacáveis os retiros de preparação para 1ª Eucaristia e Crisma.

A Catequese realizou as atividades programadas: dias de formação, encontros em datas e locais marcados, retiros de preparação para os Sacramentos da Eucaristia e Crisma. Desde o começo do ano, foi programada uma nova iniciativa de formação. Além dos dias marcados para a formação mensal para todas as/os Catequistas, foram programadas duas reuniões mensais, cuja finalidade era partilhar as experiências de dois grupos específicos: uma reunião, para os/as Catequistas de 1ª Eucaristia, e outra, para Catequistas de Crisma. Se realizaram às sextas-feiras. Mesmo sendo um esforço suplementar, muitas catequistas participaram. O objetivo era ajudar na preparação dos temas a serem trabalhados; e dialogar sobre os problemas que apareceram nos encontros. O melhor fruto foi escutar as reações dos catequizandos e das suas famílias, suas perguntas e questionamentos. A partir dai, houve uma troca de experiências sobre como escutar e tratar da vida vivida pelos catequizandos.

Algumas Pastorais retomaram a caminhada ou aprofundaram a sua atuação. Assim, ainda no primeiro semestre, a Pastoral da Criança escolheu uma nova Coordenação e reiniciou suas atividades no bairro Aeroporto 2, um dos mais populosos, que nasceu recentemente, a partir do reparto das casas construídas por iniciativa de governos anteriores. Esta Pastoral contou com a ajuda da Coordenadora Diocesana, Sra. Dona Rose. A Pastoral da Sobriedade também firmou suas atividades, retomando uma programação marcada por reuniões semanais e atenções aos dependentes e às famílias; e em muitos casos, encaminhamento para instituições específicas de recuperação.

Os Movimentos organizaram as suas atividades e decidiram suas atividades como de costume. Mas, quase nunca comunicaram as datas e alguns deles ocultaram suas atividades. Na relação com eles falta comunicação com os Conselhos e mesmo participação, tanto nos Conselhos de Pastoral (CPC) da Comunidade onde atuam, como no com o CPP. Isso criou alguns conflitos, sobre tudo, no tocante a datas e locais; também foram questionadas algumas atividades de determinados eventos. Não foi apresentada nos Conselhos ou na Assembleia nenhuma informação sobre a formação dos líderes e coordenadores.

Na parte mais institucional, até a metade do ano, mês de junho de 2017, trabalharam na Paróquia o Pe. Renato Campos e o Pe. José Cobo. O Pe. Renato foi removido do serviço desta Paróquia e, no seu lugar, foi enviado o Pe. João Nickson, proveniente da Paróquia de Alto Garças – MT, com mandato até o final do ano.

Com a transferencia do padre João Nickson para a paróquia Nossa Senhora de Aparecida em Rondonópolis, no dia 11 de Fevereiro de 2018, assume como paróco da paróquia São Francisco o Pe. Jefferson Clayton Vilhame Aragão e como vigário paroquial padre José Cobo Fernandes.

No primeiro semestre, foram realizados os encontros programados. A Assembleia do dia 04 de fevereiro de 2017 fez a programação do ano, seguindo os cinco projetos do Plano Diocesano. Houve algumas iniciativas com referencia às missões, que deveriam insistir nas visitas às famílias, partindo das próprias Comunidades. Essa missão da Comunidade seria realizada mediante visitas a um número determinado de famílias e repetiriam as visitas a cada dois ou três meses. Duas Comunidades conseguiram realizar essas visitas. E alguns Movimentos assumiram, mas sem relacionar-se com as Comunidades. Também foi proposta uma missão ‘maior’, tipo ‘mutirão’, a ser realizada em uma Comunidade determinada, após preparação dos ‘missionários e missionárias’. Mas não foi realizada.

Todos os meses, no primeiro sábado do mês, é realizado o CPP, com a participação de quase todas as Comunidades. Algumas, devido a distância, não participam habitualmente. Neste ano de 2017 houve uma maior participação de alguns Movimentos: Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC); Eu Escolho Deus (ECC). Outros Movimentos não participaram ou o fizeram de maneira esporádica.

Para o fortalecimento das Comunidades, foi proposta a realização mensal do CPC em cada Comunidade, com a presença de algum Padre da Paróquia. Algumas Comunidades conseguiram reunir-se várias vezes, não sempre com a presença proposta. Foi proposto que os Padres estivessem mais presentes habitualmente nas Comunidades, mas não houve possibilidades de realizar essa proposta.

Todas as Comunidades têm celebrações semanais de culto ou missa. E todas têm, ao menos, duas missas a cada mês. As Celebrações do Culto Dominical são realizadas por Ministros/Ministras próprios da Comunidade ou por Ministro ou Ministra convidado/a. As Missas são celebradas pelos Padres residentes na Paróquia (José, Renato e Martin) e, alguma vez, por Padres visitantes ou convidados.

Quanto à Iniciação à Vida Cristã, foi motivo de várias reuniões de formação. Mas não se chegou a fazer nenhuma proposta concreta. Houve algumas iniciativas que acenam para esses objetivos: as ‘catequeses personalizadas’; e o trabalho da Catequese com Adultos. Em certa maneira, também realizaram esses objetivos os grupos de Encontro de Noivos e Encontro de Pais e Padrinhos. Quanto aos Movimentos e outros grupos, não consta que tenha assumido essa orientação. Na formação bíblia, não houve nenhuma iniciativa.

A dimensão social da fé continua sendo realizada mediante a doação de ‘cestas básicas’. Esse serviço está centralizado na Matriz, mesmo que haja algumas outras iniciativas de Comunidades, Movimentos e pessoas particulares. É destacável o aumento das carências das nossas populações mais pobres.

A paróquia conta com vinte comunidades urbanas e rurais: Bairro João de Barro, Bairro Planalto, Bairro Santa Rita,  Bairro Santa Luzia, Bairro Santo Antônio, Bairro São Sebastião, Cohab São Lourenço, Jardim Aeroporto, Bairro Leblon e Esmeralda, Buriti (Escola rural a 20 km da paróquia),  Escola  São Vicente, Formiga, Distrito de Celma, Fazenda Vertente, Fazenda Bom retiro, Usina Pantanal, Fazenda São José da Serra e Fazenda Girassol.

Pe. Martin Peter Huthmann, após longo anos de serviço prestado a Paroquia São Francisco de Assis em Jaciara – MT veio a falecer no dia 8 de Fevereiro de 2019. Seu sepultamento foi marcado com emoção, mas com fé e esperança. Seu corpo foi velado na cede da AEMA ( Associação Ecológica e Meio Ambiente) e após a celebração da Eucaristia na Igreja Matriz com presença de muitos presbíteros e templo lotado de fiéis, seu corpo foi sepultado  no cemitério Municipal de Jaciara – MT. Seu legado: simplicidade, pobreza, defensor das comunidades, solidários com as causas sociais, profundo amor à Bíblia, e defensor da Ecologia.

 Atualizado no dia 29/06/2021