/A SANTA EUCARISTIA

A SANTA EUCARISTIA

Segundo o Concílio Vaticano II, na Eucaristia “está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa é o pão vivo”[i]. Tendo em vista este maior tesouro espiritual que nós católicos temos, é importante iniciarmos esta pequena reflexão trazendo presente o Santo Evangelho e outras passagens que se encontram no Novo Testamento, juntamente com os documentos do Magistério sobre a Santa Eucaristia.

Olhando para o Evangelho de São João, “capitulo 6, Jesus nos promete a Santa Eucaristia e nos ensina onde podemos encontrá-la. Três relatos da instituição podem ser encontrados em Mateus 26, 26-19; Marcos 14,12-16; Lucas 11, 23-26; 22, 19-20; e outro na primeira aos Corintíos 11, 23-26”[ii]

Além da Sagrada Escritura que trata da Santa Eucaristia, a Igreja tem o Missal Romano, o Lecionário, o Concílio de Trento (1545-1563), o DS 1725-1760. Não podemos deixar de lado o Concílio Vaticano II (1962-1965), que por sua vez trouxe valiosas considerações, ensinamentos e diretivas a respeito da Sagrada Eucaristia.

Nós católicos temos um livro que deveria ser de cabeceira que o chamado, Catecismo da Igreja Católica, ali se encontra tudo aquilo que a Igreja acredita e ensina, que é “apoiado pela autoridade papal”[iii].

A Santa Eucaristia é Sacrifício e ao mesmo tempo é memorial de nossa Redenção. Na Última Ceia, nosso Senhor Jesus Cristo tomou em suas mãos o pão, deu graças, partiu entre os apóstolos, e disse: “Tomai todos em comei, isto é o meu corpo, que será entregue por vós”, depois pegou o cálice com vinho e fez a mesma coisa: “tomai todos e bebei, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será entregue por vós”[iv]. Jesus deu aos seus, o seu corpo como verdadeira comida, e o seu sangue como verdadeira bebida[v]. E são Paulo explica a comunidade de Corinto: “Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que ele venha”[vi].

A Celebração da Santa Eucaristia é a representação do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Quando a Igreja Celebra a Eucaristia, ela celebra a Páscoa, mistério que se torna presente. Na Santa Missa, o sacrifício que Jesus ofereceu de uma vez por toda na cruz se torna realmente presente. “Sempre que no altar se celebra o sacrifício da cruz, na qual Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, realiza-se também a obra da nossa redenção”[vii].

“Jesus Nosso Salvador já foi simbolizado como vítima em Isaac e no cordeiro pascal, e como comida no maná, dado ao povo escolhido durante quarenta anos no deserto. É este Jesus que se dá a nós na Santa Eucaristia todos os dias da nossa peregrinação terrestre, até que alcancemos a terra prometida do céu”[viii]

O que Jesus fez na Santa Ceia, ordenou que se fizesse em memória de Si mesmo. A Santa Eucaristia é um manifesto presente nas próprias palavras de Jesus, que deu de presente este mistério: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós”, e este é o cálice da Nova e Eterna Aliança em meu sangue, que é derramado por vós”[ix].

Em cada Missa que participamos, Jesus Cristo nos dá o mesmo Corpo, entregue por cada um de nós na Cruz, com o seu lado perfurado, e o mesmo Sangue, que é sinal de Aliança, jorrado por muitos homens e mulheres em remissão dos pecados[x].

Portanto, o Sacrifício que se celebra na Santa Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz no Monte Calvário, “é uma só mesma vítima e Aquele que agora Se oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora Se ofereceu a Si mesmo na cruz; só a maneira de oferecer é que é diferente”[xi].

Quando nos reunimos na Santa Missa em torno do Altar do Nosso Senhor Jesus Cristo, somos como aqueles discípulos que estavam aos pés da Cruz no Monte Calvário, juntamente com Nossa Senhora.

Por isso que a Santa Eucaristia merece total respeito e adoração, pois é o próprio Cristo. Fere o próprio coração de Nosso Senhor, aquele (a), que não valoriza e nem respeita tal como deve ser valorizado e respeitado, porque fere o próprio Cristo, em corpo, alma e divindade.

 

Por: Pe. Wender Souza dos Santos
Pároco da Paróquia Santa Terezinha – Tesouro MT
filosofowender@hotmail.com

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[i] Presbyterorum Ordinis; ver também Ecclesia de Eucharistia, 1.
[ii] Cardeal Francis Arinze, Celebrando a Santa Eucaristia, Campina SP: Ecclesie, 2014.
[iii] Ibid
[iv] Lc 22, 19-20
[v] 1Cor 11, 25
[vi] 1Cor 11,26
[vii] Lúmen Gentium, 3; cf. Catecismo da Igreja Católica, 1364 e 1Cor 5,7.
[viii] Cardeal Francis Arinze, Celebrando a Santa Eucaristia, Campina SP: Ecclesie, 2014.
[ix]
Lc 22, 19-20
[x] Cf. Catecismo da Igreja Católica, 1365
[xi] Concílio de Trento: Denzinger-Schonmetzer, 1743; cf. Catecismo da Igreja Católica, 1367.